Friday, May 31, 2013

FBI terá que devolver material apreendido a Kim Dotcom

A justiça da Nova Zelândia concedeu ao fundador do site Megaupload, Kim Dotcom, o direito de acessar o material apreendido pela polícia local e encaminhado ao FBI no início de 2012, após acusação dos EUA de que sei site seria um facilitador da pirataria. A decisão desta sexta-feira segue a linha adotada pela corte local, que já havia considerado a invasão do ano passado ilegal.


Segundo o texto, a polícia terá que revisar computadores, discos rígidos e arquivos apreendidos e apresentar à justiça o que for relevante para a investigação. Todo o restante deverá ser devolvido a Dotcom, determinou a juíza Helen Winkelmann.

— As falhas nos mandados e, como consequência, nas buscas, foram mais do que simplesmente técnicas. Os mandados não poderiam autorizar a apreensão permanente dos discos rígidos e material digital diante da possibilidade de que eles contivessem material relevante, sem obrigatoriamente checar a relevância do material — disse Winkelmann, segundo o site “Torrent Freak”.

Segundo a magistrada, o envio da apreensão ao FBI também foi um erro:
— Eles não poderiam autorizar o envio para fora do país desses discos rígidos, sem checar. Também não poderiam manter.

Kim Dotcom trava uma batalha com a justiça dos EUA, que tenta extraditar o milionário para que ele seja julgado em solo americano. O serviço era conhecido por armazenar conteúdo protegido por direitos autorais, que eram distribuídos ilegalmente. No início deste ano, Dotcom voltou à ativa com o site Mega.
Como de costume em ocasiões como esta, o empresário passou o dia repercutindo a vitória no Twitter. Em uma das mensagens, ele provoca o vice-presidente americano Joe Biden, afirmando que “ele mexeu com a rede errada”. Em outro tuíte, Dotcom destaca decisões favoráveis ao caso Megaupload, tomadas por cortes de outros países, como Alemanha e Canadá.

Com informações do jornal O GLOBO.

Tuesday, May 28, 2013

Hackers chineses conseguiram invadir sistemas críticos americanos

O “Washington Post” divulgou que um relatório confidencial preparado pelo Conselho Científico Americano de Defesa para o Pentágono afirma que infiltradores chineses conseguiram expor dados relativos aos “mais sensíveis sistemas avançados de armas dos Estados Unidos”


Mais de duas dezenas de projetos de sistemas bélicos foram comprometidos, de acordo com o relatório.

Esses sistemas são “críticos” para defesas por mísseis e também têm relação com sistemas militares presentes em aeronaves e navios de guerra dos EUA.

De acordo com o site “ZDNet”, a versão confidencial contém uma lista de todas as armas comprometidas pela falha na segurança. Os projetos afetados incluem o sistema balístico de defesa por mísseis Aegis, o sistema PAC-3 de misseis Patriot e aeronaves de combate incluindo o caça F/A-18, o Osprey V-22, o helicóptero Black Hawk e o navio patrulheiro da Marinha americana conhecido como Littoral Combat Ship.

Segundo especialistas em armamentos, a exposição desses dados poderia acelerar a produção de sistemas bélicos chineses, enfraquecendo o potencial dos EUA em caso de futuras disputas.

O Conselho não chegou a acusar formalmente a China de estar envolvida, mas fontes governamentais com conhecimento da falha de segurança afirmam que a grande maioria de ciberataques à infraestrutura dos EUA tem origem no país. No entanto, o “Post” não indicou se o vazamento de informações ocorreu na rede do governo ou na de uma empresa contratada. Também não especificou quando os ataques foram realizados.

Monday, May 20, 2013

“Bang With Friends” exposed



Quem estava feliz com a possibilidade de conseguir encontros sexuais de maneira discreta com os amigos no Facebook, acaba de levar uma bela rasteira. Por conta de uma falha no “Bang With Friends”  a lista dos amigos que usam o aplicativo aparece numa página no próprio Facebook, basta clicar neste link. A novidade já vem dando que falar nas redes socias e promete dar muito pano pra manga, pois várias pessoas comprometidas se aventuraram a usar o app.

A exposição dos usuários contradiz o principal chamariz do aplicativo que diz: "Seus amigos nunca saberão se você está interessado por alguém, a não ser que um deles também esteja".

A falha afetou pessoas que começaram a usar o recurso antes de janeiro, quando foram feitas mudanças para reforçar a privacidade. Segundo o Wall Street Journal, até esta data, quando alguém começava a usar o Bang With Friends, ele adotava as configurações de privacidade estabelecidos pela pessoa em seu perfil no Facebook. A maioria dos usuários mantém, como padrão, a opção de publicar conteúdo publicamente ou para todos os amigos.

A empresa que desenvolveu o aplicativo disse que poucos usuários foram atingidos pela brecha.

"Nós levamos a questão da privacidade muito a sério no Bang With Friends, e a maioria dos usuários não terão seus dados expostos. Se você instalou o aplicativo depois de janeiro, pode ter certeza que não aparecerá no Facebook (a não ser que você mude suas configurações de privacidade)", disse em comunicado.

Update: aparentemente o Facebook e o aplicativo corrigiram a falha.

Friday, May 10, 2013

EUA acusam 8 por ligação com hackers que furtaram US$ 45 milhões

Membros de uma quadrilha cibernética espalhada pelo mundo todo se apropriaram de US$45 milhões de vários caixas eletrônicos em questão de horas, usando dados de cartões de crédito hackeados, disseram promotores dos Estados Unidos.


A quadrilha invadiu virtualmente os servidores de duas empresas de processamento de crédito de bancos do Oriente Médio e usaram os dados para fazer mais de 40.500 saques em 27 países, durante dois incidentes coordenados em dezembro de 2012 e fevereiro de 2013, segundo o Departamento de Justiça dos EUA.
O governo acusou formalmente oito indivíduos em Nova York de participarem do esquema, sacando uS$ 2,8 milhões em caixas eletrônicos - o que a promotora Loretta Lynch disse ter sido o segundo maior roubo a banco na história de Nova York.

Segundo Lynch, é provável que a quadrilha tivesse sede no exterior. O atual processo envolve apenas a célula do grupo em Nova York, e investigadores estão tentando descobrir se havia outras "filiais" no país.
"No lugar de armas e máscaras, essa organização do crime cibernético usava laptops e a Internet.

Deslocando-se com a mesma rapidez que os dados na Internet, a organização conseguiu passar dos sistemas informatizados de corporações internacionais para as ruas a cidade de Nova York, com os réus espalhando-se por Nova York para furtar milhões de dólares de centenas de caixas eletrônicos em questão de horas", disse Lynch.

O caso demonstra a grande ameaça dos crimes eletrônicos para bancos do mundo todo. Especialistas em segurança frequentemente citam as fraudes eletrônicas como um dos maiores desafios da atualidade para os bancos.

"Os hackers só precisam encontrar uma vulnerabilidade para causar milhões de dólares em prejuízos", disse Mark Rasch, ex-procurador federal especializado em crimes cibernéticos.

Wednesday, March 27, 2013

Lentidão na internet é causada por "maior ciberataque da história"

A Internet no mundo inteiro está mais lenta até esta quarta-feira (27) por conta do que especialistas estão considerando "o maior ciberataque mundial da história". Um grupo antispamming e uma empresa de hospedagem entraram em uma verdadeira ciberguerra que afeta toda a rede e serviços populares, como o Netflix. As informações são da BBC do Reino Unido. Segundo o site, a maior preocupação de especialistas, no entanto, é com sistemas bancários e de e-mails - que também podem ser afetados por essa guerra virtual.

O início de tudo foi um bloqueio feito pelo Spamhaus - grupo antispam com sede em Londres e Genebra. Ele atua como um filtro que ajuda provedores de e-mail a barrar mensagens indesejadas (spam). Mas, para realizar seu trabalho, o Spamhaus mantém uma "lista negra" com servidores reconhecidamente utilizados para fins maliciosos. Nessa lista consta a Cyberbunker, empresa de hospedagem holandesa que afirma hospedar qualquer tipo de conteúdo, contanto que não relacionado à pornografia infantil ou terrorismo.
Não contente em entrar para essa lista, a Cyberbunker atacou os servidores do grupo antispam com um ataque distribuído de negação de serviço (DDoS). Esse tipo de golpe consiste no envio de uma enorme - e contínua - quantidade de tráfego para o alvo, a fim de derrubá-lo.

Conforme informou o jornal "The New York Times" nesta quarta-feira (27), com base em informações da CloudFare, empresa que mantém um serviço de proteção contra esses ataques, a sobrecarga de tentativas de acesso apresentou um volume médio de tráfego de 75 Gbps e atingiu um pico de 300 gigabits por segundo (Gbps). Com 300 Gbps é possível transferir 37 filmes com qualidade DVD ou 55 CDs de música, em qualidade total, em apenas um segundo pela internet.

No caso, os servidores do Sistema de Nome de Domínio (DNS) do Spamhaus foram o alvo. Essa infraestrutura é responsável por traduzir endereços numéricos no protocolo da internet (Internet Protocol, ou IP) em domínios como o da própria BBC (bbc.co.uk).

Sven Olaf Kamphuis, porta-voz da empresa de hospedagem, disse por mensagem que o Spamhaus estava abusando do seu poder de bloqueio e que o grupo não poderia "decidir o que entra ou não na Internet". No entanto, ao ser procurada pela BBC para discutir o assunto, a Cyberbunker não respondeu.
Por sua vez, o Spamhaus supostamente alegou que a Cyberbunker, com a ajuda de "organizações criminosas" da Europa Ocidental e Rússia, estaria por trás do golpe.

O chefe-executivo do grupo, Steve Linford, disse que o ataque foi sem precedentes. "Nós estivemos sob ataque cibernético por mais de uma semana", disse Linford à BBC. "Mas estamos de pé - eles não conseguiram nos derrubar. Nossos engenheiros estão fazendo um imenso trabalho para nos manter firmes - esse tipo de ataque teria derrubado praticamente qualquer coisa."

Nessa afirmação, o "qualquer coisa" incluiria, inclusive, a infraestrutura de Internet do governo. "Estes ataques estão atingindo um máximo de 300 GB/s", disse Linford à BBC. "Normalmente, quando há ataques contra grandes bancos, estamos falando de cerca de 50 GB/s."

O ciberataque está sendo investigado por cinco ciberforças policiais, segundo Linford. Ele afirmou, ainda, que não poderia dar mais detalhes que isso, para proteção das agências - que poderiam ter suas infraestruturas atacadas também.

Os ataques começaram no dia 18 de março depois que a Spamhaus bloqueou o provedor holandês "Cyberbunker". O provedor promete hospedar qualquer conteúdo que não seja pedofilia e terrorismo. Segundo a Spamhaus, os serviços do Cyberbunker estariam sendo usados por spammers para enviar e-mails indesejados a milhões de pessoas na internet.

De acordo com a BBC, autoridades policiais em cinco países estão investigando os ataques.
A lista da Spamhaus é confiada por muitos provedores de internet para diminuir o spam recebido por seus usuários.  A inclusão do Cyberbunker à lista da Spamhaus imediatamente bloqueou os e-mails enviados pela rede do provedor holandês, impedindo que as mensagens chegassem aos destinatários. Ao "New York Times", um ativista que supostamente representa a empresa e os ataques teria dito que o Spamhaus "abusou de sua influência" ao bloquear o provedor.
O Cyberbunker está localizado em um antigo bunker usado pelas forças da OTAN. Para aumentar as vendas, a empresa diz em seu site já ter impedido a entrada de policiais no prédio.
Amplificação dos ataques

Para realizar o ataque de 300 Gbps (300 mil megabits por segundo), seriam necessárias 300 mil conexões de banda larga, normalmente restritas a 1 Mbps de envio de dados (upload), mesmo quando a velocidade de download é maior. Uma alternativa seria o uso de servidores, que possuem conexões de 100 Mbps ou até de 1 Gbps. No entanto, o ataque seria facilmente barrado.
Em vez disso, os criminosos usaram uma técnica conhecida como DRDoS ou "ataque de negação de serviço refletido". Nesse ataque, o hacker envia uma solicitação pequena, mas que gerará uma resposta grande, e falsifica a origem da solicitação para ter o endereço alvo. Isso significa que a resposta, com um volume maior, será enviada para o site vítima do ataque.
Usando essa técnica, os hackers conseguiram amplificar uma solicitação de 36 bytes para gerar uma resposta de 3 mil bytes, amplificando a capacidade de conexão deles em cem vezes.
Para realizar o esse tipo de ataque é preciso encontrar servidores configurados de forma incorreta, conhecidos pelo termo técnico de "DNS recursivo aberto". Um total de 30 mil servidores foi usado no ataque, o que exigiu uma conexão de 2,5 Mbps a 10 Mbps - velocidades baixas que não chegam a alertar administradores de sistema para o problema - de cada servidor, segundo a explicação da CloudFlare.

Em escala mundial
Segundo o especialista em segurança cibernética da Universidade de Surrey, no Reino Unido, o ataque está prejudicando toda a rede mundial. "Se você comparar o ataque a uma autoestrada, ele está colocando tráfego suficiente para fechar todas as pistas", disse à BBC.

A empresa de proteção contra ataques DDoS, Arbor Networks, também afirmou ao jornal que esse foi o maior ataque que já presenciaram. "O maior ataque DDoS que testemunhamos antes deste foi em 2010, que foi de 100 Gb/s. Obviamente o salto de 100 para 300 é muito grande", disse o diretor de pesquisa de segurança da empresa, Dan Holden, à BBC, acrescentando que há a possibilidade de outros serviços sofrerem com o golpe.

O Spamhaus afirmou ser capaz de lidar com o ataque, já que ele possui uma infraestrutura distribuída por diversos países. Muitas grandes empresas da Internet, como o Google, dependem de seus serviços para filtragem de material indesejado.

De acordo com Linford, essas companhias ofereceram seus recursos para ajudar na absorção de todo o tráfego gerado com o ataque. "Eles estão focando em cada parte da infraestrutura da Internet que acham que podem derrubar", disse à BBC. "A Spamhaus tem mais de 80 servidores espalhados pelo mundo. Nós construímos o maior servidor DNS."

Thursday, February 14, 2013

Aplicativo Disconnect permite que você não seja rastreado na Internet

Internautas mais experientes sabem que muitos sites rastreiam seus passos na internet com o uso de “cookies” armazenados pelo navegador. Serviços como o Facebook os usam para autenticá-lo como um usuário válido enquanto você visita o site, por exemplo.

Mas as empresas também pode usar cookies para rastrear o que você está fazendo quando visita outros sites. Por exemplo, se você estiver logado no Facebook e visitar um site como o Huffington Post, um widget no site irá lhe mostrar uma lista das matérias que seus amigos no Facebook estão lendo naquele momento. Por sua vez, o Facebook usa esta informação para lhe mostrar anúncios com base nos sites que você está visitando.



Se este tipo de “personalização” da web lhe deixa desconfortável experimente o Disconnect (disconnect.me), uma extensão gratuita para o Chrome, Firefox e Safari que bloqueia as tentativas de rastreamento online. Ao contrário da maioria das extensões que prometem tornar seu histórico de navegação anônimo, o Disconnect monitora os dados que seu navegador troca com os sites e bloqueia seletivamente o tráfego para serviços que rastreiam sua atividade online, sem bloquear os sites propriamente ditos.

Visite o site Disconnect.me e clique no botão azul que diz Get Disconnect para instalar a extensão em seu navegador. Um pequeno ícone irá surgir na barra de ferramentas mostrando o número de pedidos de rastreadores recebidos nos sites que você visita. Por padrão a extensão bloqueia o rastreamento via Facebook, Google, LinkedIn, Twitter e Yahoo, mas é possível clicar no ícone para bloquear ou permitir seletivamente o rastreamento por um ou mais serviços.

E não tenha medo do Disconnect atrapalhar sua navegação quando você realmente quiser visitar o Facebook ou o Twitter: durante meus testes consegui manter meu histórico privado sem prejudicar o uso de nenhum dos serviços que são filtrados pelo Disconnect.

Proteção em redes públicas

O Disconnect também lhe ajuda a se manter seguro ao acessar a internet em redes Wi-Fi públicas, já que força o acesso via HTTP Seguro (HTTPS) a sites como o Facebook, Gmail, LinkedIn, Twitter, Yahoo e YouTube (embora alguns destes sites, entre eles o Facebook, Gmail e Twitter, já sirvam páginas via HTTPS por padrão). O acesso via HTTPS criptografa os dados da conexão, como seu nome de usuário e senha para login nestes sites, impedindo que sejam interceptados por um malfeitor “na escuta” na rede do aeroporto, shopping ou café.

O Disconnect não irá mantê-lo completamente anônimo, mas se for usado em conjunto com uma rede virtual privada (VPN) anônima como o ToR (www.torproject.org), torna muito mais difícil que descubram quem você é, ou o que está fazendo online.

Artigo original em: http://idgnow.uol.com.br/internet/2013/02/14/aplicativo-disconnect-permite-que-voce-nao-seja-rastreado-na-internet/