Wednesday, January 27, 2010

George Hotz again....

O anúncio é no mínimo intrigante. George Hotz, o hacker de 18 anos responsável pelo desbloqueio dos iPhones de segunda geração, anunciou em seu twitter que conseguiu, depois de mais de 3 anos de tentativas, romper o esquema de proteção do PlayStation 3.



Em seu blog, Hotz explica que, apesar de ter sido um enorme avanço, ainda está longe de conseguir uma forma viável de fazer o PS3 rodar código compilado pela comunidade de programadores. Ou, como muita gente espera, para o console rodar jogos piratas, baixados e gravados dentro de um HD externo…

O mais curioso, ele agradece pessoalmente George Kharrat, do site iPhone Mod Brasil, pelo PS3 que foi utilizado no estudo do código.

Segundo Hotz, o esquema de proteção do console é baseado em uma solução composta de hardware e software, sendo a parte de software a mais complexa de ser quebrada.

O sistema de proteção lembra bastante o utilizado pelo PSP, que pode ser desbloqueado com a substituição da BIOS do console para que jogos piratas e software não-oficial sejam utilizados.

Muita gente já divulgou informes falsos sobre o desbloqueio do PS3, mas Hotz conquistou uma enorme credibilidade ao deixar toda a comunidade hacker internacional para trás ao conseguir desenvolver o exploit JailBreak para o iPhone.


Dificilmente encontraremos versões ripadas de jogos para PS3 disponíveis para download, pelo menos em sua forma pura. Os jogos, que vem originalmente gravados em Blu-ray, tem tamanhos impraticáveis para download, algo da grandeza de 20GB, em média.

O que pode acontecer é o uso de mecanismos de compressão pesada, e o estudo mais aprofundado da estrutura de arquivos dos jogos pode também revelar esquemas para que a mídia seja totalmente utilizada.

A Sony já usou de artifício semelhante com o PSP. Muito jogos, para utilizar toda a capacidade da mídia física UMD, vinham com código inútil atrelado. Há alguns anos, poucos meses depois da descoberta do desbloqueio do portátil, foi desenvolvida uma ferramenta que jogava fora o código inútil, reduzindo significativamente o tamanho (em MB) de muitos jogos.

Hotz declarou também que só revelará detalhes do desbloqueio quando tiver uma versão funcional em mãos, para evitar que a Sony desenvolva contramedidas.

No PSP, a fabricante japonesa utiliza uma estratégia de lançamento de inúmeras versões do firmware para inutilizar o firmware hackeado. Até hoje, o maior tempo que o PSP ficou bloqueado pelo firmware original da Sony foi de menos de 1 mês. Desde então, no dia seguinte do lançamento de uma versão nova de firmware pela Sony, a comunidade hacker libera o firmware modificado, com todas as funcionalidades incluídas pela Sony adicionadas da habilidade de rodar código não-oficial e jogos piratas.

É certo que, mesmo que funcione, esse desbloqeuio do PS3 não vai iniciar uma corrida para comprar mídias de Blu-ray virgens. Além do custo gigantesco (em algumas lojas no exterior, as mídias custam até US$ 30), é preciso um investimento razoável para a compra de um gravador de Blu-ray.

Muita gente vai recorrer aos HDs externos mesmo. E aí, haja banda larga para baixar os jogos. Se chegar a existir, pelo menos por um tempo, será difícil a pirataria do Ps3 ser disseminada como foi a de PS2. Quem sabe quando todos tiverem conexão de fibra ótica…

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