Wednesday, March 3, 2010

o jogo "FarmVille" e o scam do Haiti

Uma boa definição para SCAM é: obtenção de dinheiro por meio de fraude, incluindo personalidades falsos, fotos falsas, fatos falsos, endereços e números de telefone não-existentes, falsificação de documentos, entre outros... 

Já estamos acostumados a receber dúzias de e-mails fraudulentos, que se beneficiam dos desavisados internautas que acreditam estar com uma dívida no SERASA ou coisas do tipo. Mas agora os golpes estão mais sofisticados, migrando para as redes sociais e os inocentes joguinhos movidos pelo OpenSocial...

A empresa Zynga, responsável pelo game virtual "FarmVille", sucesso no Brasil e no mundo, é suspeita de ludibriar jogadores internautas e reter parte das doações feitas por eles a campanhas humanitárias, como a das vítimas do terremoto no Haiti, em janeiro. A empresa afirma que arrecadou US$ 2,4 milhões em doações em 2009, mas doou apenas 50% deste valor.



A Zynga declara que contribuiu, nos primeiros cinco dias de campanha para o Haiti, logo após o terremoto em janeiro, com 100% do que era doado, e que esse montante chegou a mais de US$ 1,5 milhão. No entanto, a campanha arrecadatória durou 16 dias.

Em janeiro último, dias após o terremoto do Haiti, surgiu um ícone no "FarmVille" que, ao ser clicado, convidava os jogadores a doar US$ 10, US$ 20, US$ 30 ou US$ 40 para as vítimas. Após efetuar o pagamento com cartão de crédito, o jogador descobria que não estava contribuindo diretamente com o Haiti, e sim comprando o dinheiro virtual do jogo. Se quisesse contribuir com as vítimas, aí sim teria de iniciar plantações e colheitas de milho branco virtual (a popular canjica), e somente o que fosse plantado e colhido é que seria enviado ao Haiti. Mas, quem comprou US$ 40, por exemplo, jamais conseguiria gastar o total, porque a campanha tinha duração preestabelecida, e não haveria tempo para contribuir com os FV$ 240 adquiridos.

A sobra de FV$, após dez dias de colheita, só poderia ser usada novamente no jogo --comprando bens, animais e ou decorações virtuais para as fazendinhas.


Apesar de negar "golpe", a empresa não conseguiu negar que induziu os internautas a pensar que doavam dinheiro para as vítimas do terremoto neste ano, quando na verdade estavam apenas adquirindo a moeda usada no jogo.

A Zynga também confirma que somente 50% dos recursos obtidos pelas campanhas de 2009 pelo Haiti foram revertidos de fato para o país. Deste modo, no ano passado foram obtidos US$ 2,4 milhões em doações, mas US$ 1,2 milhão ficou com a empresa, o que ela considera "procedimento comum".

Pessoalmente fico indignado com corporações que se prestam a um papel destes... O jogo já é um sucesso por sí só (o que eu não entendo: achei demasiadamente entediante plantar numa fazenda virtual e depois colher... falta um objetivo no jogo, mas não é essa a discussão deste post), vender as Moedas Verdes para os usuários impacientes com o processo normal do planta-colhe-vende é um negócio lucrativo (e já foi vítima de outros golpes na internet...), mas abusar da boa fé das pessoas de bom coração que querem ajudar a um próximo necessitado, chega a ser covardia, na falta de palavra melhor. Se eu jogasse esse Farmville, já o teria excluído do meu perfil no Facebook e migrado para o plágio Colheita Feliz do Orkut....

Aproveito para reforçar e atualizar a clássica recomendação: se receber um e-mail com anexo suspeito, na dúvida, não abra o arquivo, se for comprar moedas verdes para para ajudar alguém do terremoto do Haiti, Chile ou qualquer outras vítimas de tragédias ainda por vir, NÃO O FAÇA.... Por mais comodo que pareça uma doação pela internet, a história mostra que a chance de não se ajudar a quem precisa é grande. Procure orgãos sérios para captação dos recursos ou entidades sérias de ajuda humanitária. Os mais necessitados agradecem...


Com informações da Folha Online: http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u700872.shtml e
http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u701710.shtml

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