Tuesday, August 9, 2011

O que há por trás do vazamento do LulzSec e do Anonymous sobre a Operação Satiagraha?


Depois de muitos ataques inofensivos, os dois principais grupos hackers da atualidade, Anonymous e LulzSec, avisaram que divulgariam um enorme vazamento da Polícia Federal no Brasil. No último fim de semana, colocaram no ar um site com boa parte dos documentos gerados pela Operação Satiagraha e pelo então delegado Protógenes Queiroz, hoje deputado federal por São Paulo. Estaríamos finalmente diante de um caso de hackers desmascarando governos através de suas habildades, como sempre pedimos? A história é bem mais complicada que isso.

Aparentemente, os documentos não foram obtidos por nenhuma brecha da Polícia Federal. Nada de ataques, senhas crackeadas e coisas do tipo. Os arquivos vieram de um pendrive do delegado Protógenes — um Kingston de 8GB, se você quer saber. Esse dispositivo, inclusive, já foi fonte de informação para diversos jornais e há informações de que boa parte da mídia teve acesso ao conteúdo há meses. O Estadão, por exemplo, já utilizou informações do vazamento muito antes de eles se tornarem público. E em fevereiro de 2011, trechos dos documentos foram publicados no siteGolpe Abaixo da Cintura (atualmente fora do ar). Como Protógenes “perdeu” seu pendrive e o deixou cair nas mãos de jornalistas, e agora de hackers, ainda é um mistério.

Rápida contextualização para lembrar e entender a Operação Satiagraha: em 2008, uma enorme operação da Polícia Federal causou a prisão do banqueiro Daniel Dantas, do grupo Opportunity, do ex-prefeito de São Paulo, Celso Pitta, do investidor Naji Nahas e de mais um punhado de engravatados que, a se guiar pela investigação de Protógenes, estavam envolvidos em negócios escusos que iam de privatizações combinadas a evasão de divisas para paraísos fiscais, contando para isso com a corrupção ativa e passiva de políticos graúdos e jornalistas.

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Leia a matéria completa em 4n6.cc/StsTp
Créditos: Gizmodo Brasil

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