Tuesday, November 6, 2012

76% dos brasileiros que usam internet já foram vítimas de crime digital, diz estudo

Pesquisa conduzida pelo Instituto Ponemon identificou que o Brasil é o segundo país com mais vítimas do cibercrime, ao lado da Índia: 76% das pessoas já sofreram algum tipo de ataque. A China é a líder, com 83%, e os EUA vêm em terceiro, com 73%.

O estudo foi realizado com 583 companhias norte-americanas, das quais 90% informaram ter tido seus sitemas hackeados ao menos uma vez nos últimos 12 meses. A maioria delas, 59%, informou que as brechas aconteceram com mais frequência neste período. (Mashable

O prejuízo causado pelas fraudes digitais em nível global foi avaliado em mais de US$ 1 trilhão, segundo a empresa. A pesquisa avaliou que, em média, 65% dos usuários de internet já sofreram algum tipo de ataque, seja na forma de vírus, clonagem de cartão de crédito ou roubo de identidade. 


Criminosos virtuais tem vida fácil do Brasil

Durante evento em Nova York, a empresa de antivírus AVG aproveitou o lançamento da nova versão do software para apresentar as tendências para 2013. O responsável pelo laboratório de pesquisas da companhia, Pavel Krcma, afirmou que o cenário de ameaças para o próximo ano não difere muito do atual, porém, pode ser mais intenso.

O Brasil entrou no radar das análises de Krcma. Segundo ele, os malwares que roubam dados bancários irão continuar a aparecer com força no mercado nacional. No país, este tipo de golpe é bastante comum e tem sido usado há anos, inclusive com as mesmas técnicas. Para o especilista, isso mostra que os brasileiros não aprenderam com seus erros e ainda são bastante negligentes com a segurança de seus dados e acesso à internet.

"Os brasileiros não têm costume de manter softwares e antivírus atualizados. Além disso, parecem não ter conhecimento de como funcionam os golpes. Por conta disso, os criminosos nem precisam se preocupar em mudar suas táticas, pois há mais de cinco anos as mesmas estratégias funcionam", comenta. 
No mundo da mobilidade, o Android permanece como a plataforma móvel mais vulnerável. Segundo o especialista, o sistema operacional do Google deve ganhar versões mais sofisticadas de malware, já que as atuais usam técnicas bastante simples e estão sendo desvendadas.

O iOS, por sua vez, deve se manter seguro, devido à rigidez da Apple na aprovação dos aplicativos. O Windows Phone, por se tratar de um sistema novo mercado, também deverá permanecer como uma opção segura. De acordo com Krcma, os cibercriminosos ainda não estão desenvolvendo malwares para a plataforma móvel da Microsoft, pois ainda não sabem se haverá uma forte adoção do sistema.
"Os criminosos só se dispõem a criar malwares para sistemas que são bastante usados, pois isso aumenta a chance de eles conseguirem atingir seu objetivo com algum internauta desavisado", explica. "O Windows Phone ainda não tem tantos adéptos, portanto, ainda é bastante seguro", completa Krcma.
Apesar de sair ilesa no cenário dos smartphones, na área dos desktops a Microsoft sofre ameaças. O pesquisador da AVG conta que o Windows deve continuar a ser o principal alvo dos hackers. Alguns criminosos já estudam formas de atacar o Windows 8, novo sistema da fabricante, porque sabem que a platafoma da Microsoft pode manter sua porcentagem de market share bastante alta.
Nas redes sociais o alerta vai para o Facebook, ambiente propício para as pragas. Krcma ressalta que os hackers usam da confiança dos usuários para atacar, espalhando links maliciosos nas páginas de amigos da pessoa infectada. "Dificilmente um internauta desconfia de um link enviado por um amigo e por isso a rede social é o local ideal para isso", conclui.

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