Friday, February 1, 2013

Hacker pode pegar 100 anos de prisão

Barrett Brown, porta-voz do Anonymous que foi preso em setembro do ano passado pelo FBI, pode pegar até 100 anos de prisão. É o que diz seu advogado, Jay Leiderman. É a terceira rodada de acusações do governo do Texas contra ele.



Brown, 31 anos, é acusado de tentar obstruir a justiça ao tentar esconder documentos e dados que estavam em dois laptops. Para Leiderman, as acusações são uma tentativa de “silenciar o ativista”.

No ano passado, já desconfiado de que estaria sendo investigado, Brown foi passar um tempo na casa da sua mãe. Segundo ele, a polícia fez uma varredura em seu apartamento e perguntou se ele tinha computadores na casa da sua mãe. Ele negou, e os policiais saíram. O FBI procurava por dados que pertenciam à empresa de segurança HBGary, que foi hackeada por membros do Anonymous em 2011.

Ao saber que a sua mãe estava sendo investigada, Brown postou um vídeo no YouTube em que falava de drogas e de vingança a um agente do FBI chamado Robert Smith. Brown chegou a divulgar dados pessoais do agente, como seu endereço, e disse que sua vida estava “arruinada”.

Pouco depois, enquanto ele fazia um chat em vídeo com amigos, três agentes do FBI apareceram em sua casa e o levaram. Sua prisão foi transmitida ao vivo – e ele está na cadeia desde então.

Em dezembro, o ativista foi novamente acusado de hackear uma empresa de inteligência – desta vez, a Stratfor Global Intelligence. Ele foi acusado de ter acessado e compartilhado números de cartão de crédito que foram roubados na ação.

O advogado de Brown comparou o caso com o de Aaron Swartz, hacker americano que cometeu suicídio no começo do mês enquanto enfrentava um processo milionário por compartilhar arquivos acadêmicos.
Segundo Leiderman, o ativista do Anonymoys pode pegar até 100 anos de prisão por “fazer vídeos no YouTube, compartilhar o link e supostamente tentar esconder dois laptops”.

“O governo deveria ter aprendido algo e pensado duas vezes sobre colocar o peso de todos os Estados Unidos sobre alguém”, disse o advogado.

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